Internet bate TV aberta como passatempo nacional

Espectador brasileiro prefere internet e busca web para assistir à televisão

Marco Tomazzoni, iG São Paulo

A internet virou a forma de entretenimento favorita entre os brasileiros, acabando com o monopólio da televisão. Pelo segundo ano consecutivo, uma pesquisa realizada pela Deloitte no Brasil e em outros quatro países (Estados Unidos, Japão, Alemanha e Reino Unido) mostrou que a web é o passatempo nacional favorito – ao contrário dos estrangeiros, que ainda preferem a TV. O internauta brasileiro gasta em média, por semana, 17 horas assistindo televisão e cerca de 30 horas navegando na internet.

Para enfrentar esta mudança, as redes de televisão aberta têm si um desafio complexo pela frente: vencer o desinteresse do espectador. Nos últimos anos, a TV aberta vem perdendo ponto atrás de ponto no Ibope, seja para uma poltrona vazia, seja para outras mídias. A TV por assinatura, DVD players e principalmente a internet vem se firmando como as principais opções para o brasileiro em seu tempo livre.

Entre 2000 e 2009, a média de televisores ligados das 18h à meia-noite – o horário nobre da audiência e dos anunciantes – caiu de 66% para 59% e as cinco maiores redes do país perderam juntas 4,3 pontos de audiência. Enquanto isso, no mesmo período o total de aparelhos utilizados para outras funções – TV a cabo, games, etc – cresceu 91%, de 3,5 para 6,7 pontos.

Explosão da web

O salto é reflexo da explosão que esses serviços tiveram no país. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o total de usuários de TV por assinatura partiu de 200 mil, em 2000, para 3,4 milhões no início de 2010, número 17 vezes maior. O mercado doméstico de cinema também vive sua era de ouro: de 5,9 milhões de fitas VHS e DVDs em 2001, segundo a União Brasileira de Vídeo, para 25,4 milhões de unidades no ano passado, uma expansão de 330%.

Com relação à internet de alta velocidade, o aumento é exponencial: de 200 mil pontos fixos no início da década para 12,2 milhões em 2010, de acordo com a Associação Brasileira de Telecomunicações. Só no primeiro semestre deste ano, a banda larga móvel, o famoso 3G, teve crescimento de 141%, passando de 4,3 milhões de conexões para 10,4 milhões, uma verdadeira febre entre os usuários

Publicado originalmente em: Último Segundo/IG, 27/08/2010.

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Levantamento aponta que 55% dos usuários do Facebook “curtem” alguma empresa

Quase 62% afirmaram que deixam de seguir empresas quando se irritam com ações de comunicação mal elaboradas

A agência de comunicação digital PictureWeb acaba de divulgar os resultados obtidos em um levantamento sobre a atuação de empresas no Facebook – a segunda maior rede social em número de usuários brasileiros.

Segundo Marcelo Abdo, diretor executivo da agência, o objetivo deste levantamento é apontar, mais uma vez, a relevância deste canal para a realização de ações digitais corporativas. “A maioria dos usuários que “curte” empresas e marcas no Facebook está em busca de conteúdo. Mas é preciso conhecer o perfil dos seguidores de cada marca para definir a comunicação adequada”, garante.

As questões respondidas por 270 internautas – entre “seguidores” da PictureWeb e respectivos amigos – apontaram que a participação de executivos nesta rede é bem significativa, somando quase 50% entre presidentes (4,44%), diretores (24,81%) e gerentes (20,74%). “O Facebook tem se mostrado uma ferramenta de comunicação extremamente eficiente para ações corporativas, especialmente por ter um público mais qualificado, em relação às redes mais populares.”

Pelo levantamento da PictureWeb, 54,81% “curtem” alguma empresa no Facebook. Dentre estas, quase 27% disseram que a “relevância de conteúdo” é a principal razão para seguir uma empresa nesta rede. “Interesse por produtos ou serviços” foi a segunda justificativa apontada (22,78%), à frente de “admiração pela marca” (17,72%) e “acompanhar lançamentos e tendências” (15,61%). O “interesse por promoções” foi o motivo apontado por apenas 3,8% dos participantes.

Entre as ações que mais irritam os seguidores de empresas no Facebook, foram apontadas a repetição e a grande quantidade de posts, além da falta de atualização. E a consequência de uma comunicação mal elaborada pode ser desastrosa, pois 61,73% disseram que, quando irritados, deixam de seguir a marca. “De nada adianta uma empresa conquistar seguidores para perdê-los em seguida. Por isso, é preciso manter uma comunicação adequada e periódica”, alerta.

Questionados sobre outras participações na Internet, mais de 85% das pessoas afirmaram utilizar outras redes sociais: Twitter (34,46%), Orkut (26,40%) e Linkedin (25,28%). MySpace, Sonico e outras somaram 13,87% das respostas.

Publicado originalmente em: Portal VGV, 21/08/2010.

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Número de usuários ativos da internet cresceu 1,8% em maio

No período de um ano, as categorias que mais cresceram foram Viagens, Ocasiões Especiais, Informação Corporativa, Automotivo e Casa e Moda

Em maio de 2010, a categoria que apresentou o maior crescimento percentual do número de usuários únicos em relação ao mês anterior foi Ocasiões Especiais, com evolução de 12,1%, chegando a 9,8 milhões de usuários.

Em relação a maio de 2009, com 36,9% de evolução, a categoria Viagens acumula o maior crescimento percentual, atingindo 19,9 milhões de usuários únicos em maio de 2010.

Dentro da categoria Viagens, a subcategoria Mapas registrou o maior aumento anual em números absolutos, ao ganhar mais de seis milhões de usuários únicos e chegar a 17,3 milhões em maio de 2010. “Nos últimos três meses, cresceu no Brasil o fluxo de audiência de microblogs para serviços de mapas e localização”, informou José Calazans, analista de mídia do IBOPE Nielsen Online.

Entre as subcategorias que mais ganharam usuários únicos no período de um ano também estão Vídeos e Filmes, Esportes, Buscadores e Comunidades.

Fonte: Ibope Nielsen Online

A subcategoria Comunidades, em que se classificam as redes sociais, os blogs, os bate-papos, os fóruns e outros sites de relacionamento, atingiu em maio 87% do total de internautas ativos no Brasil. Esse alcance é o maior entre os países acompanhados com a mesma metodologia.

Fonte: divulgação IBOPE Nielsen OnLine

O número de usuários ativos no trabalho e em residências cresceu para 37,3 milhões em maio de 2010, evolução de 1,8% em relação ao mês anterior.

Fonte: divulgação IBOPE Nielsen OnLine

O acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade, chegou a 67,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2009.

Rodolfo Nakamura
Com informações do IBOPE

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Internet 3G já supera banda larga fixa no Brasil, diz estudo

Por Rui Maciel, do IDG Now!

Número de usuários desta modalidade mais que quintuplicou entre o primeiro trimestre de 2009 e o deste ano.

O número de usuários de Internet 3G no Brasil já supera os de assinantes de banda larga fixa. As informações partem do estudo “O Balanço Huawei da Banda Larga Móvel”, feito a partir de uma parceria entre a Huawei, fabricante de infra-estrutura de rede e a consultoria Teleco.

Segundo o relatório, o número de usuários de 3G no País já chega a 11,9 milhões, contra 11,8 milhões de assinantes da banda larga fixa. Tal crescimento ganha destaque entre o primeiro trimestre de 2009 e o primeiro tri deste ano, quando a quantidade de pessoas que passou a utilizar esta modalidade de Internet móvel pulou de 1,5 milhão para 8,7 milhões de usuários. Apenas no primeiro tri deste ano, 4,9 milhões de acessos foram registrados. No caso dos modems 3G, o crescimento foi superior a 100% em um ano e registrou-se o número de 3,2 milhões de conexões banda larga móvel via este dispositivo no país.

“As previsões do Balanço Huawei foram superadas rapidamente e hoje trabalhamos com a expectativa de atingir 18 milhões de clientes da banda larga móvel até o final de 2010, enquanto que os da banda larga fixa devem atingir 13 milhões”, afirma Marcelo Motta, diretor de tecnologia de soluções da Huawei.

Em março de 2010, a cobertura da banda larga móvel no Brasil já era superior aos compromissos estabelecidos para 2012, atingindo 13,1% dos municípios. Todas as capitais de estado e municípios com mais de 500 mil habitantes passaram a ser atendidos por quatro operadoras.

Valores cobrados ainda atrapalham crescimento da Internet móvel no Brasil

Os altos valores cobrados no Brasil pela Internet móvel ainda são o principal obstáculo para o seu crescimento por aqui. O relatório indica que nos planos do serviço no País, os pacotes de 500MB e 1GB custam, em média, R$ 69,90 e R$ 84,90 respectivamente. Na Argentina, é possível pagar o equivalente a R$ 31,65 por 500MB, enquanto que no Reino Unido, o custo do plano de 3GB equivale a R$ 39,94, menos da metade do que é cobrado no Brasil para um volume de dados três vezes superior.

“Os preços da banda larga móvel no Brasil são maiores que os praticados em outros países da América Latina e da Europa. Eles são influenciados pela alta carga tributária do país e pelo subdimensionamento das redes, em especial em relação à capacidade das redes de transmissão”, declarou Motta.

No entanto, Eduardo Tude, presidente da Teleco, aponta para uma queda nos valores: “O preço médio do modem sofreu queda de 21,6% no primeiro trimestre do ano, com o valor mínimo apurado de R$ 135,00 para os dispositivos sem subsídios. A discrepância entre os valores praticados pelo mercado é ainda muito grande, e o valor do modem cai quando associado a um plano de serviços, podendo chegar a zero em alguns casos”.

Já a receita com serviços de dados apresentou um crescimento expressivo de quase 30% ao longo de um ano e representa 15% do faturamento com serviços de telecomunicações das operadoras brasileiras. No entanto, este percentual tem potencial para crescer ainda mais, uma vez que é quase três vezes inferior ao da NTT Docomo, principal operadora japonesa, e metade do percentual obtido pela Verizon e pela AT&T nos Estados Unidos.

Fonte: IDGNOW, 18/06/2010.

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Cresce número de usuários de banda larga

Em abril, manteve-se a audiência dos sites de viagens, principalmente os de mapas e os de hotéis

Em abril, o número de usuários ativos em residências foi de 28,7 milhões, segundo o IBOPE Nielsen Online. Desses, 57,3% usaram conexões acima de 512 Kb*. Em janeiro, 54,1% dos usuários ativos em casa usavam conexões superiores a 512 Kb.

O maior crescimento vem ocorrendo entre as conexões de 512 Kb a 2 Mb, que passaram de uma participação de 41,3% em janeiro para 43,8% dos usuários ativos em abril. O número de usuários da faixa de 512 Kb a 2 Mb, que era de 11,8 milhões em janeiro, chegou a 12,6 milhões em abril.

O tempo médio por pessoa do uso do computador domiciliar entre os que têm conexões de até 128 Kb foi de menos de 39 horas em abril, enquanto entre os que dispõem de mais de 8 Mb o tempo passou de 47 horas.

Fonte: Divulgação
IBOPE NIELSEN Abril 2010

O número de usuários ativos em residências ou no local de trabalho em abril de 2010 foi de 36,6 milhões de pessoas, ou 3,4% menos que no mês de março.

A categoria Viagens manteve-se em crescimento e evoluiu 2,8% em relação ao mês anterior, registrando 19,1 milhão de usuários únicos no trabalho e em residências. “Além do aumento do uso de serviços de mapas, também houve crescimento do número de usuários de sites de hotéis, atraídos por promoções e anúncios publicitários”, informou José Calazans, analista de mídia do IBOPE Nielsen Online.

Fonte: Divulgação
IBOPE NIELSEN Abril 2010

A pesquisa AdRelevance, que monitora a publicidade veiculada na internet brasileira, registrou em abril o total de 4.176 campanhas publicitárias, realizadas por 1.616 anunciantes.

O acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade, chegou a 67,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2009.

Fonte: IBOPE, 01/06/2010.

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Internet deve chegar a 5 bilhões de usuários em 2010, diz pesquisa

Estudo também aponta que a quantidade de internautas duplicou entre 2003 e 2009, chegando a cerca de 26% da população mundial.

Até o final de 2010, o mundo deve atingir a marca de 5 bilhões de usuários na internet, de acordo com relatório, da International Telecommunication (ITU), divulgado nesta terça-feira (25/5).

Segundo a pesquisa, o crescimento da telefonia móvel será o principal responsável por esse aumento. Além disso, a pesquisa também apontou que a quantidade de internautas duplicou de 2003 a 2009, chegando a cerca de 26% da população mundial.

Mas, enquanto a evolução do setor de tecnologia da informação e da comunicação tem sido impressionante, muitas pessoas ainda estão excluídas dos benefícios da sociedade da informação, declarou o diretor da ITU’s Telecommunication Development Bureau, Sami Al Basheer Al Morshid, a repórteres, na última terça-feira (25/5) em uma conferência da empresa, em Hyderabad, no sul da Índia.

“Mais de 80% das pessoas nos países em desenvolvimento ainda não têm acesso à Internet, muito menos acesso à banda larga”, disse a chefe do departamento de informações de mercado e da divisão de estatísticas, Susan Teltscher. De acordo com o relatório, no mundo desenvolvido, quase 60% das famílias tinham acesso à Internet, contra apenas 12% no mundo em desenvolvimento.

A inclusão da banda larga fixa nos países em desenvolvimento foi muito menor, cerca de 3,5% no final de 2009. Ainda segundo Teltscher, para compensar o acesso desigual em casa, no trabalho ou nas escolas, os países em desenvolvimento precisarão oferecer mais facilidades ao acesso a web.

Segundo Teltscher, grande parte do crescimento das comunicações nos países em desenvolvimento está vindo principalmente da China e da Índia. Eles têm mais assinaturas de telefones móveis que os países desenvolvidos, mais precisamente um terço dos assinantes de telefonia móvel no mundo. A China também tem feito bons progressos no serviço de banda larga fixa e, atualmente, é responsável pela metade das assinaturas de banda larga em países em desenvolvimento.

O relatório é uma revisão dos progressos realizados para a criação de uma sociedade de informação global em 2015, um compromisso que os governos acordaram na World Summit on the Information Society (WSIS), em Genebra, em 2003, e depois em Túnis, em 2005.

Além da conectividade, também há uma divisão clara entre conteúdos e línguas, declarou Teltscher. Mais de 50% do conteúdo da Internet está escrito em poucos idiomas, sobretudo o Inglês, disse ela.

Em uma nota positiva, o relatório disse que as redes celulares já cobrem cerca de 90% da população mundial e espera, em 2015, atingir 100%. “A ITU está confiante de que até esta data mais da metade do mundo estará usando um telefone móvel”, disse Al Basheer Al Morshid no prefácio do relatório.

O relatório conclui que o objetivo principal da WSIS – expandir meios de telecominicação pelo mundo inteiro – tem sido alcançado. A meta da entidade aborda a necessidade de aproveitar as tecnologias de radiodifusão para ajudar os países em transição a chegar na sociedade da informação.

Até o final de 2009, havia cerca de 1,4 milhões de domicílios com TV ao redor do mundo, fornecendo a , proximadamente, 5 bilhões de pessoas o acesso a um televisor em casa. Isso significa que 79% dos lares possuem uma TV, o que representa um aumento de 6% em comparação a 2002, segundo o relatório. No entanto, na África apenas 28% das famílias possuem uma televisão.

John Ribeiro

Publicado originalmente em: IDG Now!, 25/05/2010.

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FarmVille agora vende produtos em lojas de conveniência nos EUA

Um dos jogos de mais sucesso do Facebook, o FarmVille agora invade também as lojas da vida real. A Zynga, produtora do game, em parceria com a rede de lojas 7-Eleven vai oferecer cerca de 30 diferentes produtos da ‘marca’ FarmVille nas mais de 7 mil lojas da rede, como copos personalizados e sorvetes. Junto com cada um deles, um código para obter um item especial em sua fazenda, como, por exemplo, vaquinhas napolitanas. Parece que a Zynga anda apostando alto em seus jogos sociais – há pouco tempo, a empresa firmou seu contrato de 5 anos para uso da moeda virtual do Facebook, e tb tem lançado seus games no MySpace. A notícia é do Mashable.

Publicado originalmente por Lafloufa, no BlueBus.

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Tempo de navegação do brasileiro alcança mais uma marca inédita

Internauta chegou a navegar por 44 horas e 59 minutos; ao incluir também aplicativos, tempo chegou a 69 horas e 55 minutos por pessoa

SÃO PAULO – Em junho, o tempo de navegação por usuário cresceu 10,6% em relação ao mês anterior e alcançou 44 horas e 59 minutos, entre pessoas que usam a internet no trabalho ou em residências. Navegaram em pelo menos um desses ambientes 33,2 milhões de pessoas, número 3,9% menor que os 34,5 milhões de maio.

O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões.

Considerando somente os internautas residenciais, o tempo de navegação aumentou 8,1% e atingiu a marca inédita de 27 horas e 48 minutos por pessoa, superando o pico de 26 horas e 15 minutos que havia sido registrado em março de 2009. O número de internautas ativos em residências manteve estabilidade em relação ao mês anterior e permaneceu em cerca de 25,6 milhões. A quantidade de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

Considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade com posse de telefone fixo ou móvel, o IBOPE projeta a existência de 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros).

Entre as dez subcategorias com maior tempo de navegação por pessoa, Portais registrou o maior aumento, ao crescer 22% em relação ao mês de maio, seguida por Ferramentas de Internet, que cresceu 20%, e por Email, que cresceu 16%.

Entre os dez países em que é realizada a pesquisa, o Brasil continua com o maior tempo por usuário, tanto na navegação em páginas quanto no tempo total, incluindo programas online.

Rodolfo Nakamura
Com informações do IBOPE Nielsen

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Internet: amiga ou inimiga da educação?

Artigo de Eduardo Shinyashiki

A internet, muitas vezes, é vista como inimiga da educação. Retratada como um ambiente descontrolado onde sobra material pornográfico, inutilidades várias e artigos de cultura inútil. Mas alguns profissionais, atualizados com as evoluções no mundo da comunicação e da web, enxergam esse mundo possível com outro olhar: nessa terra sem lei, sobram oportunidades, mesmo que anárquicas, de conhecimento, ferramentas usáveis na sala de aula e fora dela, úteis na hora de manter o aprendizado dos alunos em momentos de diversão e descontração.

A Wikipédia é um dos exemplos mais claros de como o digital pode favorecer o conhecimento e o desenvolvimento intelectual. Com 7,5 milhões de artigos, o site colaborativo pode ser alterado por qualquer um e se apresenta como uma poderosa ferramenta educacional. O site possui vários portais de conteúdo educativo com materiais de Arte, História, Matemática e Filosofia.

Mas é importante deixar claro que a internet só é fonte de conhecimento quando o usuário procura por esse conhecimento. Caso contrário, a criança ou o jovem desviarão de todo e qualquer conteúdo interessante e atingirão materiais que não agregarão a sua formação.

É nesse momento que o educador entra em cena. Mostrando caminhos, abrindo trilhas pelas teias de informação e mostrando o alvo certo ao aluno. A escola deve ultrapassar as cadeiras tradicionais e invadir o espaço eletrônico, ensinando o aluno a utilizar com consciência o mundo de possibilidades que é a internet. Não podemos esperar que uma criança de nove anos prefira o site da TV Escola aos jogos do Cartoon Network, é função de pais e educadores mostrar que sites educativos podem ser interessantes e divertidos.

Quanto aos adolescentes, muito do que eles sabem sobre a internet foi aprendido de forma autodidata, e muito desse aprendizado não foca na qualidade, mas na facilidade. Um exemplo claro é o número de trabalhos feitos na base do “copia e cola”. Esse mau hábito pede por reeducação, conscientização dos jovens, no sentido de que o aprendizado acontece superficialmente com um método no qual uma pesquisa acontece apenas com o clique do mouse, e não com o bater do teclado e o giro do pensamento.

Cabe a pais e educadores, a partir das informações aqui contidas e em outros inúmeros artigos sobre internet e aprendizado, decidirem como usar essa poderosa ferramenta, a favor ou contra, amiga ou inimiga da educação e do desenvolvimento intelectual de seus filhos e alunos.

Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.
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Férias e internet: dez dicas para proteger crianças e adolescentes

Orientações ressaltam a necessidade dos pais dialogarem com seus filhos sobre as melhores práticas na rede

São Paulo – No mês de julho, com as férias escolares, milhões de crianças terão mais tempo para ficar em casa e, segundo todas as pesquisas modernas de comportamento, boa parte deste tempo será ocupado com a internet. Para auxiliar os pais a garantir que este fato não se transforme em problema, o Movimento Internet Segura (MIS) oferece dez dicas de proteção.

O coordenador do MIS, Djalma Andrade, afirma que as principais armas que os pais devem usar para garantir que seus filhos aproveitem todo o potencial positivo da internet são a proximidade e o diálogo. “Trabalhe para que as crianças não fiquem sozinhas na frente da máquina sem conversar e compartilhar com o responsável o que ela faz ou gosta de fazer. Utilize a tecnologia disponível nativamente no sistema do seu computador para que consiga criar mecanismos de controle evitando exposições indevidas”, afirma.

As dicas são as seguintes:

  1. Estimule seus filhos a compartilhar as experiências da Internet deles COM VOCÊ. Desfrute da Internet com seus filhos. Conhecer a Internet é a melhor forma de ajudar seu filho a evitar suas perigosas armadilhas. Seu filho respeitará conselhos dados com conhecimento de causa, mas os rejeitará se ele perceber que você não conhece o assunto.
  2. Ensine seus filhos a confiar em seus instintos. Se algo on-line os deixa nervosos, eles devem dizer isso a você.
  3. Se seus filhos visitam salas de bate-papo, utilizam programas de mensagem instantânea (como o Google Talk, ou Microsoft Messenger), jogos on-line ou outras atividades na Internet que solicitam login e senhas para identificação, ajude-os a escolhê-lo e certifique-se de que ele não revele nenhuma informação pessoal.
  4. Insista para que seus filhos nunca divulguem seu endereço, número de telefone, escola onde estudam ou qualquer outra informação pessoal.
  5. Ensine seus filhos a diferença do que é bom e do que é ruim na Internet e compare com situações do mundo real.
  6. Mostre aos seus filhos como respeitar os demais, on-line. Certifique-se de que eles saibam que as regras de bom comportamento não mudam somente porque estão em uma máquina.
  7. Insista para que eles respeitem a propriedade dos outros que estão on-line. Explique que realizar cópias ilegais do trabalho de outras pessoas (música, vídeos, jogos e outros programas) é roubo.
  8. Diga aos seus filhos que eles nunca devem marcar um encontro pessoal com amigos virtuais. Explique que os amigos on-line podem não ser quem dizem que são.
  9. Ensine a eles que nem tudo o que lêem e vêem on-line é verdade. Estimule-os a perguntarem se não estão seguros.
  10. Controle a atividade on-line dos seus filhos com software de Internet avançado. A proteção infantil pode filtrar conteúdo prejudicial, supervisionar os sites que seu filho visita e averiguar o que ele faz neles.

Sobre o Movimento Internet Segura

O Movimento Internet Segura (MIS- WWW.internetsegura.org) foi criado em setembro de 2004 sob a coordenação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Desde sua fundação a preocupação principal do MIS foi a de atuar na educação do usuário de Internet no sentido de evitar que as pessoas façam transações na rede de forma insegura caindo em golpes, ou que simplesmente deixem de fazer compras na rede acreditando que essa é uma prática insegura. A partir do final de 2008, o Movimento incorporou ao escopo de sua atuação a defesa da infância e da adolescência, fornecendo informações aos pais, responsáveis e aos próprios menores para que eles saibam reconhecer e evitar ações de mau feitores.

A iniciativa conta com a participação direta das empresas American Express, Microsoft, Redecard, Serasa, Visanet, Lojas Pernambucanas, Sack’s, Auto Z (portal do grupo DPaschoal), Americanas.com, Comprafacil.com.br, Extra.com.br, LivrariaCultura.com.br, LivrariaSaraiva.com.br, MagazineLuiza.com.br, Marisa.com.br, Shoptime.com.br, Siciliano.com.br, Videolar.com, Submarino.com.br e TokStok.com, eFacil (Portal do atacadista Martins) Wal Mart, Ponto Frio, Verisign, Google e Certisign.

No endereço www.internetsegura.org, o internauta recebe informações didáticas sobre segurança e integridade na navegação pela Internet e pode acessar à Central de Apoio ao Internauta, que responde dúvidas por e-mail sobre todos os assuntos relativos à questão da segurança na rede.

Rodolfo Nakamura
MLA

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