Internet bate TV aberta como passatempo nacional

Espectador brasileiro prefere internet e busca web para assistir à televisão

Marco Tomazzoni, iG São Paulo

A internet virou a forma de entretenimento favorita entre os brasileiros, acabando com o monopólio da televisão. Pelo segundo ano consecutivo, uma pesquisa realizada pela Deloitte no Brasil e em outros quatro países (Estados Unidos, Japão, Alemanha e Reino Unido) mostrou que a web é o passatempo nacional favorito – ao contrário dos estrangeiros, que ainda preferem a TV. O internauta brasileiro gasta em média, por semana, 17 horas assistindo televisão e cerca de 30 horas navegando na internet.

Para enfrentar esta mudança, as redes de televisão aberta têm si um desafio complexo pela frente: vencer o desinteresse do espectador. Nos últimos anos, a TV aberta vem perdendo ponto atrás de ponto no Ibope, seja para uma poltrona vazia, seja para outras mídias. A TV por assinatura, DVD players e principalmente a internet vem se firmando como as principais opções para o brasileiro em seu tempo livre.

Entre 2000 e 2009, a média de televisores ligados das 18h à meia-noite – o horário nobre da audiência e dos anunciantes – caiu de 66% para 59% e as cinco maiores redes do país perderam juntas 4,3 pontos de audiência. Enquanto isso, no mesmo período o total de aparelhos utilizados para outras funções – TV a cabo, games, etc – cresceu 91%, de 3,5 para 6,7 pontos.

Explosão da web

O salto é reflexo da explosão que esses serviços tiveram no país. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o total de usuários de TV por assinatura partiu de 200 mil, em 2000, para 3,4 milhões no início de 2010, número 17 vezes maior. O mercado doméstico de cinema também vive sua era de ouro: de 5,9 milhões de fitas VHS e DVDs em 2001, segundo a União Brasileira de Vídeo, para 25,4 milhões de unidades no ano passado, uma expansão de 330%.

Com relação à internet de alta velocidade, o aumento é exponencial: de 200 mil pontos fixos no início da década para 12,2 milhões em 2010, de acordo com a Associação Brasileira de Telecomunicações. Só no primeiro semestre deste ano, a banda larga móvel, o famoso 3G, teve crescimento de 141%, passando de 4,3 milhões de conexões para 10,4 milhões, uma verdadeira febre entre os usuários

Publicado originalmente em: Último Segundo/IG, 27/08/2010.

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Levantamento aponta que 55% dos usuários do Facebook “curtem” alguma empresa

Quase 62% afirmaram que deixam de seguir empresas quando se irritam com ações de comunicação mal elaboradas

A agência de comunicação digital PictureWeb acaba de divulgar os resultados obtidos em um levantamento sobre a atuação de empresas no Facebook – a segunda maior rede social em número de usuários brasileiros.

Segundo Marcelo Abdo, diretor executivo da agência, o objetivo deste levantamento é apontar, mais uma vez, a relevância deste canal para a realização de ações digitais corporativas. “A maioria dos usuários que “curte” empresas e marcas no Facebook está em busca de conteúdo. Mas é preciso conhecer o perfil dos seguidores de cada marca para definir a comunicação adequada”, garante.

As questões respondidas por 270 internautas – entre “seguidores” da PictureWeb e respectivos amigos – apontaram que a participação de executivos nesta rede é bem significativa, somando quase 50% entre presidentes (4,44%), diretores (24,81%) e gerentes (20,74%). “O Facebook tem se mostrado uma ferramenta de comunicação extremamente eficiente para ações corporativas, especialmente por ter um público mais qualificado, em relação às redes mais populares.”

Pelo levantamento da PictureWeb, 54,81% “curtem” alguma empresa no Facebook. Dentre estas, quase 27% disseram que a “relevância de conteúdo” é a principal razão para seguir uma empresa nesta rede. “Interesse por produtos ou serviços” foi a segunda justificativa apontada (22,78%), à frente de “admiração pela marca” (17,72%) e “acompanhar lançamentos e tendências” (15,61%). O “interesse por promoções” foi o motivo apontado por apenas 3,8% dos participantes.

Entre as ações que mais irritam os seguidores de empresas no Facebook, foram apontadas a repetição e a grande quantidade de posts, além da falta de atualização. E a consequência de uma comunicação mal elaborada pode ser desastrosa, pois 61,73% disseram que, quando irritados, deixam de seguir a marca. “De nada adianta uma empresa conquistar seguidores para perdê-los em seguida. Por isso, é preciso manter uma comunicação adequada e periódica”, alerta.

Questionados sobre outras participações na Internet, mais de 85% das pessoas afirmaram utilizar outras redes sociais: Twitter (34,46%), Orkut (26,40%) e Linkedin (25,28%). MySpace, Sonico e outras somaram 13,87% das respostas.

Publicado originalmente em: Portal VGV, 21/08/2010.

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Uso de redes sociais inova a comunicação interna

A expansão das redes sociais não é mais novidade para ninguém. A empresa Gartner, que trabalha com pesquisa e acompanhamento, prevê que, em 2014, os serviços de redes sociais vão substituir o e-mail como o principal veículo de comunicação interpessoal para 20% dos usuários de negócios. Em razão de dados como este, as organizações estão buscando novas alternativas para ajustar a comunicação entre os colaboradores a essa nova realidade.

Um exemplo é o portal interno lançado pela empresa blumenauense de soluções em tecnologia da informação HBSIS. A partir de agosto, os quase 200 profissionais poderão trocar informações em uma rede Ning. O Ning é uma plataforma que permite criar uma rede virtual própria para compartilhar conteúdos como vídeos, fotos e textos. “A vantagem para as empresas é que essa rede pode ser privada, ou seja, você cria essa página e abre apenas para que pessoas autorizadas tenham acesso, além de poder controlar suas publicações”, afirma a responsável pela Comunicação Corporativa da HBSIS, Daniela Viek.

Entre os objetivos da HBSIS ao implantar esta rede social corporativa, intitulada “Mundo HBSIS” é que ela atue na comunicação, socialização e colaboração. “Nenhuma tecnologia substituirá as relações interpessoais, a comunicação face a face necessária em todos os níveis da organização, porém o uso inteligente das tecnologias disponíveis podem trazer diversos resultados aos negócios, desde otimização de processos à redução de custos”, completa Daniela.

Redação

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Número de usuários ativos da internet cresceu 1,8% em maio

No período de um ano, as categorias que mais cresceram foram Viagens, Ocasiões Especiais, Informação Corporativa, Automotivo e Casa e Moda

Em maio de 2010, a categoria que apresentou o maior crescimento percentual do número de usuários únicos em relação ao mês anterior foi Ocasiões Especiais, com evolução de 12,1%, chegando a 9,8 milhões de usuários.

Em relação a maio de 2009, com 36,9% de evolução, a categoria Viagens acumula o maior crescimento percentual, atingindo 19,9 milhões de usuários únicos em maio de 2010.

Dentro da categoria Viagens, a subcategoria Mapas registrou o maior aumento anual em números absolutos, ao ganhar mais de seis milhões de usuários únicos e chegar a 17,3 milhões em maio de 2010. “Nos últimos três meses, cresceu no Brasil o fluxo de audiência de microblogs para serviços de mapas e localização”, informou José Calazans, analista de mídia do IBOPE Nielsen Online.

Entre as subcategorias que mais ganharam usuários únicos no período de um ano também estão Vídeos e Filmes, Esportes, Buscadores e Comunidades.

Fonte: Ibope Nielsen Online

A subcategoria Comunidades, em que se classificam as redes sociais, os blogs, os bate-papos, os fóruns e outros sites de relacionamento, atingiu em maio 87% do total de internautas ativos no Brasil. Esse alcance é o maior entre os países acompanhados com a mesma metodologia.

Fonte: divulgação IBOPE Nielsen OnLine

O número de usuários ativos no trabalho e em residências cresceu para 37,3 milhões em maio de 2010, evolução de 1,8% em relação ao mês anterior.

Fonte: divulgação IBOPE Nielsen OnLine

O acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade, chegou a 67,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2009.

Rodolfo Nakamura
Com informações do IBOPE

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IBOPE Mídia e IBOPE Nielsen Online apresentam BuzzMetrics e VideoCensus, ferramentas de análise das redes sociais

Ambiente colaborativo das redes sociais faz marcas reverem a sua comunicação com o consumidor. Segundo o IBOPE Nielsen Online, 85,6% dos internautas brasileiros se conectaram a estas redes em março

A relação das marcas com as redes sociais é uma preocupação cada vez maior dentro das corporações. De olho nessa nova realidade, na qual empresas dialogam diretamente com consumidores e vice-versa, o IBOPE Mídia e o IBOPE Nielsen Online trazem ao mercado duas ferramentas que ajudarão a diagnosticar a situação de uma marca nesse universo: BuzzMetrics e VideoCensus.

BuzzMetrics

Atualmente a cobertura na língua portuguesa do BuzzMetrics é de mais de 4,5 milhões de blogs, 70.000 fóruns e 50 milhões de comentários. Por meio de uma palavra-chave é possível identificar quantas vezes empresas, marcas, produtos, campanhas ou eventos foram citados em redes sociais, blogs, microblogs, fóruns, vídeos e conteúdo online de mídias tradicionais.

Não só consegue-se o entendimento das percepções dos consumidores online, mas seu poder de influência: quanto se fala, quem fala e quem escuta, como e onde se fala, do que se fala e o sentimento que prevalece em cada comentário.

“Existem diversas maneiras de uma empresa atuar nas redes sociais. Sem dúvida alguma estamos falando de uma fonte riquíssima de insights por meio de conteúdos gerados pelo próprio consumidor”, explica Lydia Worthington, vice-presidente de pesquisa do BuzzMetrics.

VideoCensus

O VideoCensus fornece uma ampla gama de análises sobre o desempenho dos vídeos e anúncios, focadas no comportamento do usuário, tais como: o tempo médio assistido pelos espectadores, quais os conteúdos mais acessados e o número de vezes que os vídeos são reproduzidos.

Através dessa ferramenta, sites e produtores de conteúdo podem entender melhor como seu conteúdo é acessado para que possam impulsionar o tráfego do site, maximizar o valor de seu inventário, acompanhar campanhas e mensurar resultados, além de proporcionar às agências e aos anunciantes informações para direcionarem seus investimentos, ao casar o anúncio certo com o conteúdo correto.

Um dos diferenciais do VídeoCensus é a atribuição de uma nota que mede a qualidade da experiência do espectador em relação ao vídeo e ao conteúdo publicitário, batizada em inglês de average attentiveness score.

A pontuação é gerada a partir da captura e análise de todos os eventos relacionados ao vídeo desde o momento em que o usuário começa a assistir a sua reprodução: tempo de execução do vídeo, número de execuções pelo mesmo espectador, se o vídeo está em foco e eventos de interação como aumentar o volume, maximizar a tela etc. Aquele que minimizou a janela, por exemplo, tem pontuação mais baixa do que quem a manteve aberta o tempo todo e, dessa forma, a ferramenta detecta os vídeos e as propagandas de maior interesse.

“Compreender o universo de redes sociais é fundamental para o mapeamento das oportunidades e estratégias de comunicação e marketing. A chave para o sucesso das empresas que utilizam a internet como ponto de contato com o seu consumidor é ter em mente que as redes sociais são um ambiente colaborativo, de conversa e não propaganda”, explica Cris Rother, diretora de negócios do IBOPE Nielsen Online.

Brasileiros nas redes sociais

No Brasil, o acesso online não é mais um recurso das elites; tornou-se essencial para a maioria da população. O Brasil é o país que apresentou o maior crescimento nos ú ;ltimos seis meses, quando tinha cerca de 35,5 milhões de usuários ativos em domicílios e trabalho. Hoje, com 37,9 milhões de usuário, o Brasil acumula crescimento de 7%. O alcance das redes sociais em março, segundo o NetView, foi de 85,6% dos internautas ativos no trabalho e residência. Essa é a maior penetração das redes sociais no mundo, bem acima da Itália, segunda colocada com 78,7% de alcance junto aos internautas. Apesar desse dado, são os italianos que ficam mais tempo conectados nas plataformas de redes sociais, com 7 horas e 10 minutos em média. O brasileiro ficou 5 horas e 2 minutos conectado numa rede social no mês de março.

Reação em cadeia
Dados do IBOPE Mídia indicam o poder de reação em cadeia das mídias sociais. Consumidores repercutem em redes sociais como Facebook e Twitter as impressões causadas pela vivência com um produto ou serviço, além de opiniões de assuntos variados. Há, contudo, empresas que se valem bem dessa mesma plataforma para levarem informações de interesse para o seu público.

Num levantamento recente com base na ferramenta Target Group Index, o IBOPE Mídia constatou que os usuários de redes sociais são pessoas mais comunicativas por natureza, que amplificam mensagens não somente nas próprias redes sociais, como também em seu dia-a-dia na vida offline.

Os dados apontam que, para os usuários de redes sociais, as roupas são os temas mais comentados dentro e fora da rede. De acordo com o levantamento, esse público pode amplificar o tema roupas em até 66% no número de contatos que tem. Em segundo lugar, o tema alimentos é amplificado por eles em 60% do número de contatos, independente do canal. Já os celulares são amplificados em 56%, seguidos por vida saudável, com 53%, bem como eletroeletrônicos e higiene pessoal, ambos com 47% de potencial de mais contatos.

Rodolfo Nakamura
ibp

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Empresas usam cada vez mais redes sociais para contratar

Por: Danielle Alves

Um estudo divulgado pela companhia americana Jobvite, especializada em recrutamento online, mostrou que muitas empresas já adotaram como rotina a busca por candidatos nas redes sociais. De acordo com o levantamento, 95% das empresas consultadas na pesquisa afirmaram utilizar o Linkedin na busca por talentos. Aqui no Brasil, o Linkedin começou a despertar a atenção dos departamentos de recursos humanos, que já utilizavam outras fontes como Facebook e Twitter, uma estratégia que certamente veio para ficar.

Isso acontece porque por meio das redes sociais quebramos a barreira das distâncias entre candidatos e empresa e ampliamos a possibilidade de atrair cada vez mais pessoas, de diferentes lugares e culturas, com custo praticamente zero. Além disso, os recrutadores têm acesso imediato a uma série de informações acerca dos candidatos. São dados que facilitam a identificação do melhor perfil e fortalecem a comunicação entre empresa e profissionais no mercado. Tudo isto acaba agilizando o processo de recrutamento e seleção e faz com que a empresa tenha uma maior assertividade na contratação de um profissional.

Nesta variedade de redes sociais e ambientes colaborativos que temos hoje à nossa disposição, integram-se diferentes pessoas e perfis, sendo que a estratégia é utilizar a rede social adequada para caçar o talento que se quer.

No entanto, um equivoco bastante comum cometido por recrutadores e caçadores de talento é querer acionar as redes sociais como quem lança ao mar uma rede de pesca. Tal prática resulta em desperdício de recursos e, em especial, de tempo, pois se analisa uma avalanche de currículos de pessoas que nada têm do perfil que se busca. Ou seja, acionar a rede social certa é como pescar com arpão: direto ao ponto, direto à pessoa mais próxima possível do perfil desejado.

É por isso que antes de iniciar uma busca por candidatos nas Web, o contratante tem de ter em mente onde ele está. Por exemplo, o recrutamento de candidatos para uma agência de comunicação pede uma divulgação mais informal, já que muito provavelmente esse profissional estará no Facebook, Orkut e principalmente no Twitter, rede onde a informação é rápida, direta e simples. Já no linkedin as empresas procuram currículos mais densos e estruturados, evidenciando uma cuidadosa gestão de carreira e resultados obtidos em cargos anteriores e alguma vivência internacional.

Comunidades relevam comportamento

Facebook e Orkut são identificadas neste meio como redes mais pessoais. Nelas encontramos informações que vão além do âmbito profissional. E essas informações são igualmente úteis. Às vezes, nelas as pessoas se revelam diferentes da imagem que querem demonstrar através dos currículos. As comunidades às quais pertencem, o que escrevem, as fotos que expõem revelam mais delas do que algumas dinâmicas de grupo.

No entanto, as redes sociais não devem ser utilizadas como único recurso de recrutamento e seleção.  A melhor forma de utilizá-las é como um recurso complementar do processo, sendo mais uma fonte de informação e atração de candidatos. De toda maneira, elas não podem de forma nenhuma ser ignoradas, pois fazem parte dessa geração de talentos que desejamos atrair.

Devemos ainda ficar atentos ao tipo de cargo que estamos selecionando, pois nem todos os perfis profissionais estão inseridos nas redes. Mas, se este profissional não se adaptar a este meio e não estiver atualizado, em pouco tempo ficará para trás.

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*Danielle Alves é responsável pela área de Recrutamento e Seleção Talk Interactive, agência de relacionamento digital. É formada em Administração e Negócios pela Unisul Business School, com especialização em Mapeamento de Processos pela PUC-PR.


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A web corporativa e as redes sociais: uma relação de oportunidades e riscos

O desafio das empresas é achar o equilíbrio entre seus portais corporativos e o ainda selvagem universo das redes socias – em uma relação de simbiose, e não de canibalismo

Por Marcello Póvoa*

Com forte exposição na imprensa e número faraônico de usuários, as redes sociais tornaram-se foco de atenção nas corporações de todos os segmentos do mercado: varejo, conteúdo, telecom, automotivo, petrolífero, financeiro etc. No entanto, estamos saindo da fase da euforia da novidade para o pragmatismo dos projetos com retornos esperados. Por sinal, esta transição da euforia para os “pés no chão” já aconteceu inúmeras vezes se observamos a evolução da web nos últimos 10 anos, com direito a bolhas e sub-bolhas especulativas.

Independente da intensa dinâmica da internet, o cerne da questão para uma empresa consiste em como usar a web para se relacionar com o seu cliente: antes, durante e após a venda/serviço. Mesmo com metas claras e definidas, o desafio se intensifica pois tanto o consumidor como a web estão mudando ao mesmo tempo, e em ritmo cada vez mais alucinante. É fundamental que acompanhemos as inovações, mas com o cuidado de observar que, na maioria das vezes, a web evolui em um processo de agregação de novos valores – e não necessariamente de substituição.

No tráfego pela web, tradicionalmente usuários vão até uma URL (endereço) para interagir com o portal da empresa onde podem aprender sobre os produtos e serviços, comprá-los e posteriormente receber o suporte online adequado. Este tráfego em um portal da empresa, ocorre sob um brand consistente e uma experiência de uso que pode ser bem monitorada. Além de geração de receita e redução de custo, o portal deve ser usado para entender o comportamento do consumidor, formando uma poderosíssima ferramenta de CRM. Vide a Amazon, que talvez já valha mais por suas soluções e algoritmos de CRM, do que pela operação de varejo propriamente dita.

Em paralelo a este portal sob a gestão da empresa estão, na mesma web e a um clique de distância, as redes sociais — que por natureza são estruturas abertas, onde a informação flui livremente entre milhões de usuários que se comunicam sobre qualquer tema. Os usuários das redes desenvolvem comunidades baseadas em proximidade de interesses. Naturalmente, entre estes temas de interesse estão as marcas, produtos, serviços e conteúdos que estes usuários (e suas relações) gostam e desgostam. Estamos potencialmente diante de uma preciosa fonte de informação sobre as segmentações no comportamento do consumidor.

Entender o valor dos relacionamentos online nas redes sociais tornou-se um grande desafio para qualquer negócio que tenha uma presença web. Este entendimento, no entanto, não é nada trivial. Estamos falando de milhões de usuários trocando bilhões de informações simultaneamente sobre qualquer tema. Neste universo, o valor médio da relevância da informação cai para perto do zero. Ou seja, para filtrar informações que possam efetivamente contribuir para uma estratégia de comunicação ou formação de CRM, precisamos de algorítimos que vasculhem as redes sociais e que tenham um entendimento semântico das informações. Google, Yahoo!, Microsoft e Facebook estão nesta corrida de desenvolvimento com o fim de prover esta inteligência de marketing a corporações e anunciantes. A idéia é entender por que nos conectamos a determinadas pessoas e a quem realmente escutamos dentro da nossa rede de relacionamentos. Nesta iniciativa trabalham equipes compostas por sociólogos, antropólogos, economistas e programadores.

Apesar de populares, as redes sociais ainda tem de se provar como plataformas de comunicação e marketing. Por exemplo, o Facebook tem uma receita estimada de cerca de U$300MM este ano, o que representa aproximadamente apenas 10 centavos por mês por usuário.

Possivelmente o caminho para as corporações na web está em entender a linha de equilíbrio entre seu portal e as redes sociais. O portal deve continuar a ser o canal de relacionamento do negócio com seus consumidores, evoluindo cada vez mais a qualidade da experiência do usuário. O monitoramento desta experiência dentro do portal pode, a curto prazo, resultar em informações de alto valor estratégico. Algumas empresas como a Dell estão trazendo as comunidades para dentro de seus portais. Já que as pessoas vão falar o que quiserem nas redes sociais, por que não abrir um canal para falar diretamente com a empresa e formar comunidades por interesse ali mesmo, dentro do portal corporativo? Com estas comunidades internas pode-se sentir a “temperatura” das opiniões, entender hábitos de consumo, até mesmo administrar crises de relações públicas.

Em volta do portal corporativo, temos o universo livre e selvagem das redes sociais, com bilhões de informações e ainda muito pouco entendimento das relações online. Este universo não substitui o portal corporativo: na verdade, pode e deve agregar valor a ele. A relação deve ser de simbiose, e não de canibalismo. As empresas que entenderem as linhas de equilíbrio neste ecossistema online devem ganhar tremendo poder competitivo dentro de uma internet que não pára de crescer – e evoluir.

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Recomendações a usuários do Facebook e outras redes sociais

Desde o começo do mês de maio, a Symantec detectou uma nova onda de ataques de phishing dirigidos aos usuários do Facebook. Os ataques usam uma conta do site de relacionamento para enviar um link malicioso a outros contatos e levá-los até um site com a aparência idêntica a página inicial do Facebook. Lá, pede-se que eles insiram o nome de usuário e a senha, que são roubados pelos atacantes, que por sua vez, usam essas contas para enviar outras mensagens de phishing para seus contatos. Assim continuam a roubar os dados de contas do website. No entanot, até a presente data não recebeu relatórios de infecções por códigos maliciosos relacionados a essa ameaça específica.

 

SÃO PAULO – Tendo em vista esse situação e a popularidade do site, a empresa de segurança recomenda aos usuários algumas ações para que redobrem a atenção como medida preventiva ao receberem qualquer mensagem de sites que aparentemente pareçam legítimos. Também recomenda-se que mantenham suas soluções de segurança atualizadas.

Os consumidores que usam o mesmo nome de usuário e a mesma senha em várias contas de diferentes sites, como bancos, correio eletrônico e compras online são os que estão em maior risco, já que uma vez que os delinqüentes roubam suas credenciais de uma conta, podem entrar em todas as outras e obter benefícios econômicos e informações pessoais.

Mais importante, os consumidores devem ficar atentos a todas as mensagens provenientes de websites aparentemente legítimos. A Symantec recomenda que ao invés de clicar nos links de qualquer mensagem, os usuários digitem o endereço URL em seu navegador e assegurem que o site é o correto. Ao visitar qualquer página na internet, é importante reparar o endereço que aparece na barra do navegador, pois ainda que nem sempre seja possível identificar que se trata de um site falso, no caso dessa ameaça em particular fica claro que não é o endereço www.facebook.com.

Além disso, recomenda-se usar senhas complexas e diferentes para cada site ou serviço na web. A seguir, listamos algumas sugestões:

  • Usar uma combinação de letras maiúsculas e minúsculas, símbolos e números.
  • Certificar-se de usar senhas que contenham oito caracteres. Quanto mais caracteres componham a senha, mais difícil será de adivinhá-la.
  • Tentar usar senhas aleatórias e imprevisíveis.
  • Utilizar senhas diferentes para cada conta.
  • Alterar as senhas regularmente. Crie uma rotina, como alterá-las no primeiro dia de cada mês.
  • Nunca escreva a sua senha e nem a divida – com ninguém.
  • Não use números associados a você, como a sua data de nascimento ou apelidos.
  • Não use seu nome de usuário como senha, de jeito nenhum.
  • Não use palavras que derivem do teu nome, ou do nome de algum membro da sua família ou animais de estimação.
  • Evitar usar uma palavra como senha, em qualquer idioma. Utilize números ou caracteres especiais.
  • Não use a palavra “senha” como senha.
  • Evite usar informações pessoais que possam ser obtidas com facilidade, como número da placa, modelo do carro, a rua onde vive, etc.
  • Não diga “sim” quando oferecerem salvar seus nomes de usuários e senhas em um computador, é melhor criar uma senha segura e memorizá-la ou utilizar um programa confiável de administração de senhas.

 

A Symantec também recomenda que os usuários suspeitem de solicitações onde sejam solicitados o nome de usuário e senha. É importante manter o navegador e sistema operacional sempre atualizados, além de acessar com freqüência o seu software de segurança. Caso identifiquem algum site de phishing ou malicioso, os usuários podem verificar se o site é legítimo visitando a seguinte página da Symantec: www.safeweb.norton.com.

Rodolfo Nakamura
BM 

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