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	<title> &#187; web corporativa</title>
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		<title>A web corporativa e as redes sociais: uma relação de oportunidades e riscos</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 18:33:18 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[O desafio das empresas é achar o equilíbrio entre seus portais corporativos e o ainda selvagem universo das redes socias – em uma relação de simbiose, e não de canibalismo Por Marcello Póvoa* Com forte exposição na imprensa e número faraônico de usuários, as redes sociais tornaram-se foco de atenção nas corporações de todos os segmentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><em>O desafio das empresas é achar o  equilíbrio entre seus portais corporativos e <em>o ainda selvagem universo das  redes socias – em uma relação de simbiose, e não de  canibalismo</em></em></h2>
<p><em></p>
<p align="right"><em>Por Marcello Póvoa*</em></p>
<p><span style="font-style: normal;">Com forte exposição na imprensa e  número faraônico de usuários, as redes sociais tornaram-se foco de atenção nas  corporações de todos os segmentos do mercado: varejo, conteúdo, telecom,  automotivo, petrolífero, financeiro etc. No entanto, estamos saindo da fase da  euforia da novidade para o pragmatismo dos projetos com retornos esperados. Por  sinal, esta transição da euforia para os “pés no chão” já aconteceu inúmeras  vezes se observamos a evolução da web nos últimos 10 anos, com direito a bolhas  e sub-bolhas especulativas.</span></p>
<p><span style="font-style: normal;">Independente da intensa dinâmica  da internet, o cerne da questão para uma empresa consiste em como usar a web  para se relacionar com o seu cliente: antes, durante e após a venda/serviço.  Mesmo com metas claras e definidas, o desafio se intensifica pois tanto o  consumidor como a web estão mudando ao mesmo tempo, e em ritmo cada vez mais  alucinante. É fundamental que acompanhemos as inovações, mas com o cuidado de  observar que, na maioria das vezes, a web evolui em um processo de agregação de  novos valores – e não necessariamente de substituição.</span></p>
<p><span style="font-style: normal;">No tráfego pela web,  tradicionalmente usuários vão até uma URL (endereço) para interagir com o portal  da empresa onde podem aprender sobre os produtos e serviços, comprá-los e  posteriormente receber o suporte online adequado. Este tráfego em um portal da  empresa, ocorre sob um brand consistente e uma experiência de uso que  pode ser bem monitorada. Além de geração de receita e redução de custo, o portal  deve ser usado para entender o comportamento do consumidor, formando uma  poderosíssima ferramenta de CRM. Vide a Amazon, que talvez já valha mais por  suas soluções e algoritmos de CRM, do que pela operação de varejo propriamente  dita.</span></p>
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</script></div><p><span style="font-style: normal;">Em paralelo a este portal sob a  gestão da empresa estão, na mesma web e a um clique de distância, as redes  sociais &#8212; que por natureza são estruturas abertas, onde a informação flui  livremente entre milhões de usuários que se comunicam sobre qualquer tema. Os  usuários das redes desenvolvem comunidades baseadas em proximidade de  interesses. Naturalmente, entre estes temas de interesse estão as marcas,  produtos, serviços e conteúdos que estes usuários (e suas relações) gostam e  desgostam. Estamos potencialmente diante de uma preciosa fonte de informação  sobre as segmentações no comportamento do consumidor.</span></p>
<p><span style="font-style: normal;">Entender o valor dos  relacionamentos online nas redes sociais tornou-se um grande desafio para  qualquer negócio que tenha uma presença web. Este entendimento, no entanto, não  é nada trivial. Estamos falando de milhões de usuários trocando bilhões de  informações simultaneamente sobre qualquer tema. Neste universo, o valor médio  da relevância da informação cai para perto do zero. Ou seja, para filtrar  informações que possam efetivamente contribuir para uma estratégia de  comunicação ou formação de CRM, precisamos de algorítimos que vasculhem as redes  sociais e que tenham um entendimento semântico das informações. Google, Yahoo!,  Microsoft e Facebook estão nesta corrida de desenvolvimento com o fim de prover  esta inteligência de marketing a corporações e anunciantes. A idéia é entender  por que nos conectamos a determinadas pessoas e a quem realmente escutamos  dentro da nossa rede de relacionamentos. Nesta iniciativa trabalham equipes  compostas por sociólogos, antropólogos, economistas e  programadores.</span></p>
<p><span style="font-style: normal;">Apesar de populares, as redes  sociais ainda tem de se provar como plataformas de comunicação e marketing. Por  exemplo, o Facebook tem uma receita estimada de cerca de U$300MM este ano, o que  representa aproximadamente apenas 10 centavos por mês por usuário.</span></p>
<p><span style="font-style: normal;">Possivelmente o caminho para as  corporações na web está em entender a linha de equilíbrio entre seu portal e as  redes sociais. O portal deve continuar a ser o canal de relacionamento do  negócio com seus consumidores, evoluindo cada vez mais a qualidade da  experiência do usuário. O monitoramento desta experiência dentro do portal pode,  a curto prazo, resultar em informações de alto valor estratégico. Algumas  empresas como a Dell estão trazendo as comunidades para dentro de seus portais.  Já que as pessoas vão falar o que quiserem nas redes sociais, por que não abrir  um canal para falar diretamente com a empresa e formar comunidades por interesse  ali mesmo, dentro do portal corporativo? Com estas comunidades internas pode-se  sentir a “temperatura” das opiniões, entender hábitos de consumo, até mesmo  administrar crises de relações públicas.</span></p>
<p><span style="font-style: normal;">Em volta do portal corporativo,  temos o universo livre e selvagem das redes sociais, com bilhões de informações  e ainda muito pouco entendimento das relações online. Este universo não  substitui o portal corporativo: na verdade, pode e deve agregar valor a ele. A  relação deve ser de simbiose, e não de canibalismo. As empresas que entenderem  as linhas de equilíbrio neste ecossistema online devem ganhar tremendo poder  competitivo dentro de uma internet que não pára de crescer – e evoluir.</span></p>
<p></em>
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