O que é Comunicação?

De MaxBusiness Wiki

Por: Rodolfo Nakamura


Existem diversos modelos teóricos, formados por estudiosos que estudam esse fenômeno. Inclusive existe, nos cursos de Comunicação Social, uma disciplina chamada Teoria da Comunicação que trata profundamente deste tema.

Para nosso estudo, vamos adotar uma definição bem simples e direta: Comunicar vem do italiano “Comunicare”, que, por sua vez, significa tornar algo comum - no sentido de compartilhar uma idéia.

Outras palavras que poderíamos relacionar com a comunicação são “comunidade”. Verificando no dicionário, entre seus significados, estão incluídos “qualidade do que é comum, comunhão” ou ainda “Agremiação de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc.”, em uma definição sociológica. Ora, a possibilidade de viver em sociedade pressupõe uma troca de idéias no sentido de se chegar a uma senso comum, o que é, em si, a definição de comunicação.

Ao observar a origem da palavra “comunhão”, vemos que vem da origem latina “communicare”. Se, por um lado, há a definição teológica de “Receber o sacramento da eucaristia”, há também a definição de “ter as mesmas crenças religiosas, os mesmos ideais políticos, os mesmos princípios etc.”, ou seja, o compartilhamento de idéias entre as pessoas que convivem em uma organização social.

Nesta linha, podemos verificar que “religião” significa “religar-se (a Deus)”. Ou seja, na prática religiosa, estamos exercitando nossa comunicação com o Divino, com o Ser Supremo que acreditamos estar em tudo e sobre todas as coisas.

Blikstein (1987) define comunicação como o “ato de tornar comum” uma idéia. A comunicação foi construída aos poucos, ao longo do tempo, formada por signos. O mesmo autor, ao descrever signo, o decompõe em duas etapas: um estímulo físico (significante) e um significado (interpretação).

Assim, um signo é composto de um estimulo físico que nos dá um significado. E quais seriam os estímulos físicos?

Você, neste momento, está lendo este texto. Talvez nem tenha se dado conta de que, para um chinês que conhece apenas a cultura dele, esse monte de caracteres não tem significado algum. Ele não o compreenderá. Para você, supondo que desconheça os ideogramas chineses, aqueles desenhos formados de tracinhos e curvas pouco acrescentarão à sua vida, senão uma experiência visual e estética.

Pois os caracteres e os ideogramas são estímulos físicos - visuais - que aprendemos a interpretar. Assim, quando você vê uma letra “a”, associa ao fonema “a” de sua voz. Quando você lê “comida”, associa ao som da palavra pronunciada pela sua voz, que por sua vez está associada a algo destinado a saciar a sua fome.

Mas o signo, como veremos ao longo do curso, pode ser muito mais do que caracteres, palavras ou sons.

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Componentes da Comunicação

Componentes da Comunicação

Para que haja comunicação, é necessário que haja pelo 3 componentes básicos:

EMISSOR - MENSAGEM - RECEPTOR

Quando produzimos alguma peça de comunicação, é muito comum se levar em consideração apenas os itens já assinalados. Embora algumas pessoas teimem em falar sozinhas, é melhor que a mensagem seja compartilhada entre emissor e receptor. Com relação ao conteúdo em si, a preocupação mais imediata é definir o que compartilhar. Daí, decorrem outros componentes:

  • Veículo: a escolha de como vamos entregar a mensagem ao receptor é muito importante. Existem comunicações que devem ser realizadas enfatizando uma característica particular: ser mais rápido, interativo, visual e versátil são apenas alguns exemplos. A escolha do veículo e da forma adequada nos responde uma importante questão: como compartilhar.
  • Retorno (ou feedback): quando obtemos algumas resposta à nossa comunicação, temos condição de avaliar a qualidade da comunicação. Somente por meio da análise da resposta podemos perceber se a comunicação foi eficaz ou não.

Assim, teremos como resultado, o seguinte modelo de comunicação (Shannon/Weaver):


Resumindo, podemos dizer que são estes os componentes da comunicação: * Emissor (remetente) * Receptor (destinatário) * Mensagem * Veículo (meio ou canal de comunicação) * Retorno (feedback)

Partindo da idéia inicial de que “comunicar é tornar algo comum a duas ou mais pessoas”, pressupõe-se que o modelo deve ter pelo menos um emissor e um receptor. O primeiro querendo compartilhar alguma idéia com o segundo. Esse compartilhamento dá-se pela troca de informação, a mensagem, que é realizada com a utilização de algum veículo - meio de comunicação.

O veículo pode variar, conforme as ferramentas que o emissor dispõe para realizar o seu processo. A escolha do veículo, deve ser cuidadosa, pois além da necessidade de estar em acordo com as habilidades e disponibilidades do emissor da mensagem, também deve ser adequado para que seja corretamente entregue ao receptor.

A primeira vista, esta consideração parece bastante óbvia. Mas, na verdade, aí está um dos passos importantes para o planejamento da comunicação eficaz. Podemos ter uma habilidade muito bem desenvolvida de produzir textos objetivos e conclusivos. No entanto, se o receptor da mensagem tiver dificuldade de ler - seja pelos aspectos culturais (não saber ler, ter dificuldades com o idioma ou ter um vocabulário reduzido), ou por aspectos físicos (tais como dificuldade de visão, falta de legibilidade, impossibilidade física de receber a mensagem), ou ainda psicológicos (não estar em condições emocionais de receber a mensagem) - a comunicação deixará de cumprir sua função de tornar comum uma idéia, ao menos integralmente. Pode ser que a idéia não seja bem compreendida, ou que simplesmente não haja compreensão.

Outro importante aspecto a ser considerado é o retorno, ou resultado da comunicação, também conhecido pelo termo em inglês feedback. Essa é, de certo modo, a única forma de medir a eficácia da comunicação. Afinal, se ela for de fato eficaz, trará um resultado coerente com o que o remetente desejava inicialmente.

Está ficando claro que, para que haja eficácia na comunicação, será necessário que todos os componentes listados acima estejam em perfeita harmonia e, principalmente, que estejam operando perfeitamente.

No entanto, um sexto elemento deve ser considerado. Trata-se das interferências externas a que o processo de comunicação está sujeito. Essas interferências são também conhecidas como “ruídos de comunicação”, normalmente aspectos que interferem negativamente na eficácia do processo.

Esses ruídos estão relacionados com todos os tipos de interferência - além das sonoras, como a denominação está sugerindo. Os ruídos de comunicação podem ocorrer em todas as formas de comunicações: auditivas, tácteis, olfativas, palativas e visuais. Então, desta parte do texto em diante, quando falarmos em ruídos, no processo de comunicação, estaremos falando de todo tipo de interferência a qual a comunicação está exposta.

Segundo Blikstein (1987), essas interferências podem ser classificadas em três grupos: * Físicos: falta de iluminação, impressão mal feita etc. * Culturais: Problemas de educação, ortografia incorreta, falta de bagagem cultural; * Psicológicos: estado emocional alterado, pressão, textos com linguagem rude.


A MENSAGEM

A comunicação só é possível porque as pessoas envolvidas no processo têm um mesmo conhecimento: o código. O código é um elemento que faz parte da mensagem e do qual nem sequer nos atentamos. Isso porque aprendemos uma série de códigos desde que nascemos. Primeiro, utilizávamos um código para dizer à nossa mamãe que estamos como fome. Assim, percebemos que, toda vez que choramos, um ser maravilhoso vêm ao nosso encontro, nos confortar e verificar nossa necessidade.


BIBLIOGRAFIA

MICHAELIS, Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, São Paulo: Moderna.

BLIKSTEIN, Isidoro. Técnicas de Comunicação Escrita, São Paulo: Ática.